Canaletas, diques de contenção e ETE: como proteger o concreto do ataque químico
- METAGLASS
- há 6 dias
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Canaleta, caixa de passagem, dique de contenção e tanque de ETE têm três coisas em comum: são de concreto, ficam em contato contínuo com efluente e quase nunca entram no plano de manutenção. Só aparecem quando já estão vazando.
E o vazamento aqui não é perda de produto: é passivo ambiental, autuação e parada não programada.
Por que o concreto perde essa briga sozinho
Concreto é alcalino e poroso. Efluente ácido reage com a matriz cimentícia, dissolve a nata, aumenta a porosidade e expõe o agregado. A partir daí a água carrega o produto para dentro, chega à armadura e começa a corrosão do aço — que expande e trinca o concreto de dentro para fora.
O ciclo se acelera sozinho. E é silencioso: quando a trinca aparece na superfície, a seção já está comprometida.
Canaletas e caixas de passagem
É o ponto de ataque mais contínuo de toda a planta, porque o efluente passa 24 horas por dia. Além do ataque químico há abrasão de sólidos em suspensão e variação de temperatura.
Canais e reservatórios entram na faixa de aplicação do sistema FIBERGLASS — primer, base coat, reforço em tecidos de fibra de vidro, barreira química com mantas e liner de véus sintéticos com flocos de vidro. O ponto forte é ser monolítico: numa canaleta, cada emenda seria um ponto de infiltração.
Quando há imersão total e ataque químico severo, o FIBERBRICK é o sistema de referência, com tijolos antiácidos sobre a estrutura de fibra de vidro e operação acima de 300 °C.
Diques e contenções secundárias
A contenção secundária existe para funcionar exatamente uma vez, no pior dia da planta. Se o concreto estiver degradado ela não segura o volume, e o revestimento passa a ser o item que separa um incidente contido de um vazamento externo.
Barragens de contenção e diques de contenção são aplicações diretas dos sistemas reforçados com fibra de vidro. Vale revestir também a interface entre piso e mureta, que é por onde a falha normalmente começa.
Tanques de ETE e estações de tratamento
Estações de tratamento de água e efluentes somam ataque químico, presença permanente de água, gases agressivos na fase vapor e, em alguns pontos, abrasão.
Em tanques de concreto ou de metal com ataque moderado, o FLAKE GLASS cobre bem: 250 a 800 micrômetros, resistente a ácidos e álcalis fortes, solventes corrosivos, gases e vapores, com operação entre 120 °C e 150 °C e baixo teor de solventes voláteis. A aplicação com airless acelera muito a execução em áreas grandes.
Reparo de tanques e tubulações de fibra de vidro
Nem todo ativo precisa ser substituído. Renovação de tanques de fibra de vidro e reparos em tubulações de fibra de vidro recuperam equipamentos que já falharam, normalmente por uma fração do custo de troca — desde que o laminado ainda tenha seção estrutural sadia.
O que levantar antes de especificar
Composição e pH do efluente, temperatura, se há imersão total ou fluxo intermitente, presença de sólidos abrasivos, estado atual do concreto (carbonatação, armadura exposta, trinca ativa) e quanto tempo a estrutura pode ficar fora de operação.
Veja a linha de revestimentos anticorrosivos, os segmentos que atendemos ou solicite uma avaliação.

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