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Revestimento de tanques de decapagem e galvanoplastia

Numa linha de galvanização ou galvanoplastia, o banho é o processo e o tanque é o ativo. O problema é que os dois estão em contato permanente: ácido clorídrico ou sulfúrico na decapagem, soda cáustica no desengraxe alcalino, sais metálicos na deposição, tudo muitas vezes aquecido.

Quando o tanque falha não para só ele: para a linha inteira, e o vazamento vira ocorrência ambiental. Este texto trata do que ataca cada etapa e de qual revestimento anticorrosivo aguenta.

O que ataca o tanque em cada etapa

Desengraxe alcalino. Soda cáustica quente. Ataca ligantes orgânicos de baixa resistência alcalina e degrada revestimentos formulados apenas para meio ácido.

Decapagem ácida. Ácido clorídrico ou sulfúrico, muitas vezes com inibidor. Além do ataque direto, há liberação de vapores que atacam o costado acima da linha de líquido e toda a estrutura em volta — inclusive o piso e as vigas.

Enxágue e fluxagem. Sais dissolvidos e pH variável. Parece a etapa branda, mas é onde muitos sistemas falham por ciclagem: molha, seca, concentra, repete.

O erro mais comum é especificar o revestimento olhando apenas o banho mais agressivo. O que mata o revestimento costuma ser a alternância entre meios, não o pico de agressividade.

FIBERBRICK: quando o banho é ácido e quente

Para banhos ácidos de indústria siderúrgica e para tanques de galvanização com ácidos e soda cáustica, o sistema FIBERBRICK é a referência. Ele combina primer, reforços em tecidos de fibra de vidro, mantas e véus, e uma camada final de tijolos antiácidos.

Duas características importam aqui. A primeira é a temperatura: o sistema opera acima de 300 °C, muito além do que qualquer banho de decapagem exige, o que dá margem de segurança real. A segunda é a variedade de resinas — epóxi novolac, éster vinílico, epóxi, poliéster isoftálico e éster vinílico novolac epóxi — o que permite casar a formulação com o ataque específico da sua linha em vez de aplicar um produto genérico.

FLAKE GLASS: ataque moderado e área grande

Quando o ataque é moderado, a temperatura fica na faixa de 120 °C a 150 °C e a prioridade é cobrir área rapidamente, o FLAKE GLASS entra bem. São 250 a 800 micrômetros aplicados com airless, trincha ou rolo, com a segunda demão em até 4 horas. Resiste a ácidos e álcalis fortes, solventes corrosivos, gases e vapores.

É a opção natural para o costado externo dos tanques, estruturas de apoio e áreas onde o contato é por respingo e vapor, não por imersão total.

Não esqueça a contenção secundária e o piso

Numa área de banhos, o revestimento do tanque resolve metade do problema. A outra metade está fora dele:

  • Diques e contenções secundárias — concreto exposto a respingo ácido perde nata e expõe a armadura. Os sistemas reforçados com fibra de vidro cobrem diques de contenção e estruturas de concreto.

  • Canaletas e caixas de passagem — o caminho do efluente é onde o ataque é mais contínuo.

  • Piso da área — precisa resistir ao ataque químico e ao tráfego ao mesmo tempo. O sistema espatulado, na versão ARQ de alta resistência química, entrega 3 a 6 mm antiderrapantes com liberação da área em 24 horas.

Antes de especificar

Para dimensionar o sistema precisamos de: composição e concentração de cada banho, temperatura de operação, se o tanque é de aço ou de concreto, estado atual do substrato e quantas horas de parada a linha tolera.

 
 
 

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