Revestimentos anticorrosivos: quando usar fiberglass, flake glass ou Fiberbrick
- METAGLASS
- 22 de ago.
- 3 min de leitura
Em planta química, a corrosão não é um problema estético — é um problema de disponibilidade. Um tanque que perde parede, uma canaleta que infiltra, uma célula eletrolítica atacada: cada um desses eventos vira parada não programada.
A METAGLASS trabalha com três sistemas anticorrosivos de alto desempenho, e a diferença entre eles não é de qualidade, é de destino. Este artigo explica quando cada um é a escolha certa.
O que ataca o equipamento
Antes de escolher o revestimento, é preciso caracterizar o ataque. Na prática industrial, quatro fatores aparecem quase sempre combinados:
Ataque químico — ácidos fortes, álcalis, sais e soluções de processo
Temperatura — tanto o patamar de operação quanto os choques térmicos
Abrasão e impacto — sólidos em suspensão, movimentação de carga, limpeza mecânica
Gases corrosivos — muitas vezes o mais subestimado, porque ataca a parte externa e o costado acima do nível de líquido
Um sistema que resolve o ataque químico mas não suporta a temperatura de operação vai falhar. É por isso que a especificação começa pela condição mais severa, não pela mais frequente.
Revestimento reforçado com fibra de vidro (fiberglass)
O sistema de uso mais amplo. Uma matriz de resina reforçada com fibra de vidro forma um revestimento monolítico, sem juntas, com boa resistência química e boa resistência mecânica.
É a escolha padrão para tanques de armazenamento, canaletas de efluentes, diques de contenção e estações de tratamento. Também é o sistema que usamos em reformas de tanques em fibra de vidro e em reparo de tubulações, porque acompanha bem a geometria de superfícies curvas e permite reconstruir espessura perdida.
Sistema flake glass (escamas de vidro)
Aqui o reforço não é fibra contínua, mas escamas de vidro dispersas na resina. Essas escamas se orientam paralelamente à superfície e formam um labirinto que multiplica o caminho que uma molécula precisa percorrer para atravessar o revestimento.
O resultado é uma barreira de permeação muito superior. É o sistema indicado quando o problema principal é infiltração química lenta — imersão prolongada, contato constante com solução de processo, ambientes onde o fiberglass resolveria o ataque direto mas não a permeação ao longo do tempo.
Sistema Fiberbrick — revestimento com tijolo antiácido
O sistema mais robusto que aplicamos. Combina o revestimento anticorrosivo com tijolo antiácido, criando uma proteção capaz de resistir a:
Temperaturas acima de 300 °C
Ácidos fortes e álcalis
Gases corrosivos
Abrasão severa
É o sistema para as condições que os outros dois não alcançam: reatores de produção, tanques de decapagem, células eletrolíticas, torres de celulose e qualquer equipamento onde a combinação de temperatura alta com ataque químico severo é a regra, não a exceção.
Onde cada um entra, por setor
Cloro-soda — células eletrolíticas e áreas de contenção concentram temperatura e ataque severo. Fiberbrick nas condições mais críticas, flake glass onde domina a permeação.
Mineração — tanques de lixiviação e estruturas expostas a solução ácida com sólidos em suspensão. Fiberglass como base, com reforço onde há abrasão.
Papel e celulose — torres de celulose e linhas de branqueamento, com combinação de temperatura e agente químico.
Petróleo e petroquímica — tanques de armazenamento e tubulações, onde a permeação de longo prazo é o fator determinante.
Alimentos e bebidas — canaletas, áreas de lavagem e contenção, onde a limpeza sanitária frequente e o choque térmico da higienização são o principal esforço.
O erro mais comum na especificação
Especificar pelo produto que resolveu a última planta, e não pela condição desta. Duas plantas do mesmo setor podem exigir sistemas diferentes se uma opera a 80 °C e a outra a 320 °C, ou se uma tem imersão contínua e a outra respingo eventual.
Por isso a visita técnica antecede a proposta: avaliamos o substrato, o ambiente químico real e as condições de aplicação antes de indicar qualquer sistema.
Fale com a METAGLASS
Aplicamos revestimentos anticorrosivos desde 2008. Somos registrados no CORE-RS e no CREA-RS e associados da ABRACO — Associação Brasileira de Corrosão. Nossa equipe acumula mais de 28 anos em revestimentos de alto desempenho, com capacitação junto a fabricantes da Alemanha, Áustria, Estados Unidos e Brasil.
Para avaliar o seu equipamento, fale conosco pelo WhatsApp +55 21 99034-3131 ou pelo e-mail gabriel@metaglass.com.br.

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