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Revestimentos anticorrosivos: quando usar fiberglass, flake glass ou Fiberbrick

Em planta química, a corrosão não é um problema estético — é um problema de disponibilidade. Um tanque que perde parede, uma canaleta que infiltra, uma célula eletrolítica atacada: cada um desses eventos vira parada não programada.

A METAGLASS trabalha com três sistemas anticorrosivos de alto desempenho, e a diferença entre eles não é de qualidade, é de destino. Este artigo explica quando cada um é a escolha certa.

O que ataca o equipamento

Antes de escolher o revestimento, é preciso caracterizar o ataque. Na prática industrial, quatro fatores aparecem quase sempre combinados:

  • Ataque químico — ácidos fortes, álcalis, sais e soluções de processo

  • Temperatura — tanto o patamar de operação quanto os choques térmicos

  • Abrasão e impacto — sólidos em suspensão, movimentação de carga, limpeza mecânica

  • Gases corrosivos — muitas vezes o mais subestimado, porque ataca a parte externa e o costado acima do nível de líquido

Um sistema que resolve o ataque químico mas não suporta a temperatura de operação vai falhar. É por isso que a especificação começa pela condição mais severa, não pela mais frequente.

Revestimento reforçado com fibra de vidro (fiberglass)

O sistema de uso mais amplo. Uma matriz de resina reforçada com fibra de vidro forma um revestimento monolítico, sem juntas, com boa resistência química e boa resistência mecânica.

É a escolha padrão para tanques de armazenamento, canaletas de efluentes, diques de contenção e estações de tratamento. Também é o sistema que usamos em reformas de tanques em fibra de vidro e em reparo de tubulações, porque acompanha bem a geometria de superfícies curvas e permite reconstruir espessura perdida.

Sistema flake glass (escamas de vidro)

Aqui o reforço não é fibra contínua, mas escamas de vidro dispersas na resina. Essas escamas se orientam paralelamente à superfície e formam um labirinto que multiplica o caminho que uma molécula precisa percorrer para atravessar o revestimento.

O resultado é uma barreira de permeação muito superior. É o sistema indicado quando o problema principal é infiltração química lenta — imersão prolongada, contato constante com solução de processo, ambientes onde o fiberglass resolveria o ataque direto mas não a permeação ao longo do tempo.

Sistema Fiberbrick — revestimento com tijolo antiácido

O sistema mais robusto que aplicamos. Combina o revestimento anticorrosivo com tijolo antiácido, criando uma proteção capaz de resistir a:

  • Temperaturas acima de 300 °C

  • Ácidos fortes e álcalis

  • Gases corrosivos

  • Abrasão severa

É o sistema para as condições que os outros dois não alcançam: reatores de produção, tanques de decapagem, células eletrolíticas, torres de celulose e qualquer equipamento onde a combinação de temperatura alta com ataque químico severo é a regra, não a exceção.

Onde cada um entra, por setor

  • Cloro-soda — células eletrolíticas e áreas de contenção concentram temperatura e ataque severo. Fiberbrick nas condições mais críticas, flake glass onde domina a permeação.

  • Mineração — tanques de lixiviação e estruturas expostas a solução ácida com sólidos em suspensão. Fiberglass como base, com reforço onde há abrasão.

  • Papel e celulose — torres de celulose e linhas de branqueamento, com combinação de temperatura e agente químico.

  • Petróleo e petroquímica — tanques de armazenamento e tubulações, onde a permeação de longo prazo é o fator determinante.

  • Alimentos e bebidas — canaletas, áreas de lavagem e contenção, onde a limpeza sanitária frequente e o choque térmico da higienização são o principal esforço.

O erro mais comum na especificação

Especificar pelo produto que resolveu a última planta, e não pela condição desta. Duas plantas do mesmo setor podem exigir sistemas diferentes se uma opera a 80 °C e a outra a 320 °C, ou se uma tem imersão contínua e a outra respingo eventual.

Por isso a visita técnica antecede a proposta: avaliamos o substrato, o ambiente químico real e as condições de aplicação antes de indicar qualquer sistema.

Fale com a METAGLASS

Aplicamos revestimentos anticorrosivos desde 2008. Somos registrados no CORE-RS e no CREA-RS e associados da ABRACO — Associação Brasileira de Corrosão. Nossa equipe acumula mais de 28 anos em revestimentos de alto desempenho, com capacitação junto a fabricantes da Alemanha, Áustria, Estados Unidos e Brasil.

Para avaliar o seu equipamento, fale conosco pelo WhatsApp +55 21 99034-3131 ou pelo e-mail gabriel@metaglass.com.br.

 
 
 

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